Por Amanda Almeida!
Filmes/Séries

O Mínimo para Viver

Há filmes que são fáceis de se escrever a respeito. Seja pra falar que gostei ou não, a opinião simplesmente se forma de maneira clara e simples em minha cabeça. Com O Mínimo para Viver não foi tão fácil assim, pois esse não é apenas um filme para se gostar ou desgostar apenas. Na verdade esse é daqueles filmes que te faz pensar em uma série de coisas, e também rever certos preconceitos.

O Mínimo para Viver é um filme que mostra de maneira crua a vida de uma pessoa com transtorno alimentar. Ellen é uma jovem com anorexia e que já passou por algumas clínicas de tratamento, que infelizmente não tiveram muito resultado. Após mais um tratamento fracassado, a madrasta de Ellen busca a ajuda de um médico renomado, conhecido por ajudar jovens com distúrbios alimentares por meio de um tratamento diferenciado. E a partir desse momento acompanhamos Ellen nesse tratamento, bem como os outros pacientes da “clinica“.

Esse filme é um pouco chocante, e pelo que li causou opiniões bem diversas. De ante mão digo que gostei sim dele. Ele pode não ter o melhor roteiro, mas mostra de maneira bem clara um pouquinho de como funciona as emoções das pessoas que passam por esse tipo de transtorno, e achei isso bem válido. Assim como a depressão e outros transtornos, bulimia e anorexia são problemas sérios que não estão relacionados apenas a estética física. É um problema real e essas pessoas precisam de muito apoio e ajuda, e de tratamento adequado.

Uma coisa que me chamou a atenção na história é que a Ellen recebeu apoio de uma pessoa que de certa forma não tem relação sanguínea com ela. O pai é apenas citado na história mas nunca aparece, mais parece que ele desistiu da própria filha. A mãe vive em outro Estado e também não consegue lidar com o “problema” da filha. As únicas pessoas que realmente se importam com a Ellen são a madrasta e a meia irmã dela, mas principalmente a madrasta, que apesar de inconveniente e até mesmo sem noção, foi a única que fez de tudo pra ajudar a Ellen a se curar.

Agora falando o que eu achei do filme, como eu disse logo acima eu gostei sim da história. Em minha opinião o filme faz um alerta não apenas àqueles que enfrentam esses problemas, mas principalmente às pessoas que estão ao redor. Como qualquer tipo de problema psicológicos, essas pessoas precisam de muito apoio e pessoas que estejam presentes em suas vidas. Não basta simplesmente fechar os olhos para o que está acontecendo, como fez a mãe da Ellen, ou sumir como fez o pai dela. Por mais que essas pessoas não queiram ajuda e pensem que estão bem, no fundo elas gritam por ajuda, e precisam de pessoas que realmente estejam do lado delas.

O fim do filme foi um pouco polêmico, algumas pessoas não gostaram, outras entenderam. Não vou falar muito a respeito para não estragar a experiência de vocês, digo apenas que o filme mostrou muitos momentos, em especial alguns bem delicados e difíceis, e o fim dele não foi exatamente o fim, mas um recomeço.

Recomendo que assistam, é um filme com uma temática séria e delicada, e é impossível não elogiar a atuação da Lilly Colins.

Forte Abraço,

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11 Comments

  • Reply
    Marla Almeida
    28 de julho de 2017 at 2:46 pm

    Oi Amanda,
    Ainda não conhecia o filme, mas pela sua resenha ele traz uma trama que serve para refletir, sem falar que tem Keanu Reeves. Dica anotada!!!

    *bye*
    Marla Almeida
    http://loucaporromances.blogspot.com.br/

    • Reply
      Amanda Almeida
      22 de agosto de 2017 at 11:37 am

      Espero que você goste Marla.
      Abraços.

  • Reply
    Ludi
    30 de julho de 2017 at 7:39 pm

    Esse filme é muito bom, mesmo.
    Vi algumas críticas que colocavam a madrasta dela como uma pessoa problemática, mas fiquei com uma impressão totalmente contrária a isso. A madrasta não é perfeita, tem dificuldades em entender a doença de Ellen, mas a ama o suficiente para fazer o possível para ajuda-la.
    É interessante como cada personagem reage de forma diferente ao transtorno, pois é bem assim que a sociedade mostra também: uns estão ausente e alienados quanto ao tema, outros tentam fugir para não precisar lidar, alguns não entendem, mas estão dispostos a ajudar,…
    Enfim, achei lindo o filme *-*

    *:
    https://pseudoaleatoriedade.wordpress.com/

    • Reply
      Amanda Almeida
      22 de agosto de 2017 at 11:36 am

      Concordo com você Ludi, foi bem dessa forma que entendi o filme também.
      bjus

  • Reply
    Ane Reis
    31 de julho de 2017 at 10:04 pm

    Oie Amanda =)

    Vou assistir a esse filme no final de semana. Já sei que a história vai mexer bastante comigo, pois sofri com a anorexia no final da minha adolescência e até hoje tenho sequelas.

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

    • Reply
      Amanda Almeida
      22 de agosto de 2017 at 11:35 am

      Nossa Ane, mas esse é um filme que de fato mexe, seja com que já teve a experiência de viver isso, ou seja quem apenas conheceu alguém com o mesmo problema.
      bjus

  • Reply
    Dai Castro
    7 de agosto de 2017 at 12:11 am

    É um assunto que merece mesmo ser abordado, obras de ficção podem ajudar a conscientizar sobre o problema servindo mesmo como um alerta. Está na minha listinha de próximos filmes!
    Beijos ♡
    Colorindo Nuvens

    • Reply
      Amanda Almeida
      22 de agosto de 2017 at 11:34 am

      Com certeza Dai, esses filmes ajudam a colocar em evidência esse problemas de uma forma que possamos ajudar da maneira correta as pessoas que passam por isso.
      bjus

  • Reply
    Vanessa
    15 de agosto de 2017 at 3:04 pm

    Amanda, querida, eu comentei nesse post, o comentário nao foi? Que esquisito. Lembro de ter dito que gostei do filme mas senti que estava faltando alguma coisa. Nao extamente contar detalhadamente a história de todo ou apresentar os porquês. Mas nao sei, senti que algo estava faltando. De todo modo eu gostei, chorei um bocado na cena dela com a mae naquela espécie de cabana. Me fez lembrar da minha mae que está longe e que encontraria qualquer solucao por mais mirabolante que fosse para tentar me ajudar.

    • Reply
      Amanda Almeida
      15 de agosto de 2017 at 4:39 pm

      Oi Vê,
      Não veio não :/ mas esses dias o servidor estava instável, talvez tenha sido isso. Tem algumas coisas que passaram muito rápido mesmo, mas de forma geral eu gostei de mais do filme, e achei interessante o foco da abordagem, e principalmente do fato com o qual ela vai sempre precisar lidar.
      bjus flor.
      ps: mãe é sempre assim né, mesmo não sabendo o que fazer, ela o que está ao alcance delas pra nos ajudar.

  • Reply
    Jaqueline
    22 de agosto de 2017 at 11:30 pm

    Ele já esta na minha lista no NETFLIX ♥ Gosto de ver temas delicados como esse. Ouvi e li criticas negativas a respeito dele, mas mesmo assim quero dar uma chance. Lógico que o fato do Keanu Reeves estar no filme dá mais vontade ainda de ver né.
    http://www.blogflorescer.com

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